sábado, 16 de junho de 2012

"Senta aqui, que hoje eu quero te falar..."

Queria saber o que você realmente sente. E como você tem se sentido em relação a tudo.
É claro que há tristeza, é claro que há raiva. Isso tudo eu sei... Mas há amor sincero e suficiente para que possa superar? Para que possa suportar? 
Queria saber se precisa de ajuda. Se está "bem" assim como está. Mas é difícil chegar mais perto e tentar ajudar de verdade. Porque não sei o que dizer, porque não sei o que fazer. Porque não sei muito bem o que se passa por dentro de você. Por fora é impressionante a pessoa forte que vejo tantas vezes... Porém seus momentos de fraqueza me deixam tão triste, tão desorientada. E eu sei que, no fundo, há muito mais fraqueza do que parece haver. Eu só não consigo chegar lá e agarrar isso, abraçar isso, espantar isso. 
Só sei que você merece muito mais felicidade. Muito mais amor. Muito mais vida. Gostaria de saber quando esses "muitos" virão. Gostaria de puxar você desse pesadelo.
Talvez possam achar que eu esteja sendo egoísta por não estar pensando nos outros que vivem tal sonho ruim, apenas em você... Ou talvez não, afinal eu estou pensando em você e não em mim. Bom, não sei. O que sei é que esse "egoísmo" aqui, para mim, é amor. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

um pouco do jogo

Tentar olhar o mais fundo de cada um. Medo.
Eu me enxergaria mais. Ou menos?

Quem tem a verdade? Ninguém é a verdade.
Teste e veja.
Testar e descartar?
Cruel, mas real.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O que passou ficou?

É só mais uma folha amassada,
que tinha alguma história rasurada.
E foi, então, jogada fora.

sábado, 12 de maio de 2012

Tornei-me não apaixonante e não apaixonada, assim, para quem vê.
Aqui dentro há um emaranhado de sentimentos e pensamentos que poucos conhecem
Que poucos entendem.
Só eu sei o que realmente se passa.
Ou não.
Vejo, mais uma vez, que não me encontro nem mesmo em mim.

Quem é que consegue se desvendar por completo, afinal?

terça-feira, 17 de abril de 2012


Mesmo com tantas pessoas ao redor, ela se sente só. Famoso clichê.
Relações que foram construídas em cima de interesses. E elas continuam crescendo. Do mesmo jeito errado como foram formadas.

Não é sempre ruim. Momentos felizes são possíveis. Mas se formos parar para pensar, veremos que é tudo uma mentira. E, na maior parte do tempo, ela finge que não é.

sábado, 31 de março de 2012

where does the sun go?


E quando a tinta da caneta acaba?
Claro que não é o fim do mundo, não é?... Tantas outras canetas por aqui. Ou posso usar o computador, ao invés de escrever à mão. 
Talvez o texto não saia perfeito com uma caneta diferente, e não tenha a mesma graça se for digitado... Mas antes ele não seria perfeito também, com certeza. Talvez o texto fique até melhor, vai saber.
E se for para desenhar meu sol... Bom, também dá para tentar com uma nova caneta ou com o mouse.
Sim, há outros meios para ir em frente. Para fazer a história e o sol aparecerem. Mas é difícil. 

Por mais que eu tente me fazer enxergar como se faz para conseguir, é difícil.

quarta-feira, 28 de março de 2012


"(...)
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. 
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. A vida que aos poucos se gasta. E que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma."

(Marina Colasanti)